Poemas em nome próprio
De renomes idos
Sentimentos lidos
Declamações mudas
Janelas de perspectiva infinda
Um diário livre


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015


Amanheceu aquela terça-feira de agenda cheia mas
tocou no rádio aquela música que me lembra você e fui
cantarolando pela rua sob o sol o congestionamento
no trabalho na reunião assobiando apesar da Síria
o fim do mundo os motoboys a inflação e deixei você
tocando em casa o dia inteiro acreditando nisso o rádio
é coisa antiga de se crer como a fantasia o sonho a sensação
quando voltei à noite o seu perfume inundava ainda a casa
os vestígios andavam pelos móveis e saltavam as janelas
confirmou tudo o noticiário da televisão.


sábado, 10 de janeiro de 2015

farol

No imediato dessa hora,
o frescor da madrugada
e sua mansidão desperta,
a janela aberta,
o oceano em prece

a solidão é um acorde consonante
e temporário, eu sei,
que em instantes haverá urgências
desespero, fogo,
e serei destituído de meu posto.

À sombra do tempo,
à margem da atitude,
permanecerei atento,
olhos bem abertos,
até que me venham socorrer do sonho.