Poemas em nome próprio
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Janelas de perspectiva infinda
Um diário livre


domingo, 25 de maio de 2014


À noite
a solidão do corpo é nua

como nua é também
do corpo a verdade 
enveredada em poesia

a solidão do corpo cria
não um corpo
dependente doutro
que com ele se procria                                   

é sentido pleno de chegada
de outra forma nua
a princípio arredia

a solidão do corpo é criativa
de um canto próprio
em concavidade a outro
que com ele se aninha

é jamais sozinha
é espera que se forma
em corpo de alma, poesia

a solidão do corpo
deita à cama
junto ao corpo que esfria
e o aquece, o recobre, acaricia

a solidão do corpo é nua
de desejos revestida
à pele e pelos  
e de ânsias impelida




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