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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os carrosséis


       Ao pescador “Didi”, do Pântano do Sul, Florianópolis

À tarde plena
o vento atenuado
um a um
os carrosséis ao mar
vão penetrar também 
a longa noite espessa

Devotado às esperanças
tenha fé ou não
o pescador
repetirá os mesmos gestos
para os quais terá o mesmo olhar
a mesma alma implícita

Singrando o mar
ele riscará também o céu
no raio do olhar como um sextante
e ele vai depositar as oferendas
no altar da ilha ao longe

A ampulheta vai girar
vai balouçar o imensurável mar do tempo
até que regressem sãos os cavaleiros
no horizonte da manhã à terra
que não cessa de rodar.



2 comentários:

  1. Oi...
    Quanto tempo hein?!
    Já estava com saudades dos seus posts.

    Beijos.

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    Respostas
    1. oi suzan!! muito tempo mesmo...rs
      que bom, fico feliz!
      beijos

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