Poemas em nome próprio
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Um diário livre


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

navegando

Sobre o leito de um livro de poemas
navegam os meus olhos.

Ora há volúpia em beijar as margens
ora a ânsia de tocar bem fundo.

Como uma jangada antiga
meus olhos vão
ora se afundando ora emergindo

nesse leito doce e inesperado
a estrutura amante vai seguindo a continuar no rio.

Vai, sem consciência do caminho,
uma vida levada pelo leito,
vai navegando...

E por entre as amarras frágeis dos meus olhos,
como que já pressentindo um destino,
sobre o ir e vir das vagas palavras,
água do mar é que vai brotando.

Um comentário:

  1. o que existe, não demora... às vezes navega. às vezes flutua...

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